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O MEU SENTIMENTO É O DE UM GARIMPEIRO, QUE BUSCA DIAMANTES, E QUANDO ENCONTRA NÃO CONSEGUE GUARDAR PARA SI.

15/10/2017

PROFESSOR ATÉ O FIM

Do livro A última grande lição 

- Então, vamos esquecer o epitáfio.
- Não, não. Diga como vai ser.
Ele estufou os lábios. 
- Pensei numa coisa assim: Professor até o Fim.
Esperou que eu refletisse sobre a frase. Professor Até o Fim.
- Que tal?
- bom. Muito bom.


Amei, será meu lema daqui em diante.
PROFESSOR ATÉ O FIM.


13/09/2017

MATEMÁTICA COM POMBOS

Pombos sabem contar e até entender conceitos matemáticos, diz pesquisa

Os pássaros conseguiram entender conceitos abstratos, como identificar a ordem 

crescente dos números ordinais. Até então, para a ciência, apenas primatas tinham demonstrado ter essa habilidade


Pombos são capazes de entender regras numéricas abstratas, habilidade que havia sido verificada apenas em primatas, garante uma pesquisa neozelandesa. Os resultados do estudo, publicado na última edição da revista Science, sugerem que outras espécies animais podem usar um mesmo mecanismo neural para realizar esse tipo de tarefa.
CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Pigeons on Par with Primates in Numerical Competence
Onde foi divulgada: revista Science
Quem fez: Damian Scarf, Harlene Hayne e Michael Colombo
Instituição: Universidade de Otago, Nova Zelândia
Resultado: Pombos conseguem raciocinar numericamente e organizar objetos em uma ordem crescente. Treinados para contar até três, os animais conseguem continuar contando em troca de recompensas. A habilidade de abstração numérica era considerada privilégio dos primatas.
Os pássaros matemáticos foram treinados por Damian Scarf, psicólogo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia. Durante um ano, ele trabalhou com os animais fazendo com que eles organizassem conjuntos com quantidades de um a três objetos cada.
Os testes eram feitos em uma tela sensível ao toque dos bicos e usavam objetos de diferentes cores e formas. “Eles tiveram de aprender que era o número de objetos que importava”, explica o cientista. Como é comum nesse tipo de pesquisa, os pombos que acertavam os testes ganhavam comida como recompensa. Após serem ensinadas a contar até três, as cobaias foram expostas a conjuntos com até nove itens e conseguiram organizá-los de maneira crescente sem a ajuda dos cientistas. “Eu achei incrível que macacos pudessem fazer isso, então devemos ficar mais impressionados por pombos conseguirem”, afirma a neurocientista cognitiva Elizabeth Brannon, da Universidade de Duke, nos EUA, que mostrou que os primatas conseguiam raciocinar numericamente em um importante estudo de 1998.
“Esses novos resultados mostram que, apesar de uma organização cerebral completamente diferente e de milhões de anos de divergência evolucionária, pombos e símios resolvem esse problema de maneira similar”, completou ela.
É sabido que muitas espécies, como abelhas, formigas e elefantes, podem perceber diferenças numéricas e representá-las mentalmente. A capacidade de raciocinar e aprender o conceito de números ordinais, porém, era conhecida apenas nos primatas – e em todos eles, de lêmures a chimpanzés. Para a equipe de Scarf, porém, o estudo mostra que mais espécies podem demonstrar essa capacidade, possuindo “mecanismos fundamentais” que possibilitam o raciocínio numérico. “A capacidade de representar e usar números provavelmente é generalizada entre muitas espécies animais. Talvez habilidades mais avançadas possam ser encontradas em outras espécies”, afirma Michael Beran, psicólogo comparativo na Universidade do Estado da Georgia, nos EUA.

Da http://veja.abril.com.br/ciencia/pombos-sabem-contar-e-ate-entender-conceitos-matematicos-diz-pesquisa/

21/06/2017

MANHÃ DE INVERNO

Coroada de névoas, surge a aurora
Por detrás das montanhas do oriente;
Vê-se um resto de sono e de preguiça,
Nos olhos da fantástica indolente.

Névoas enchem de um lado e de outro os morros
Tristes como sinceras sepulturas,
Essas que têm por simples ornamento
Puras capelas, lágrimas mais puras.

A custo rompe o sol; a custo invade
O espaço todo branco; e a luz brilhante
Fulge através do espesso nevoeiro,
Como através de um véu fulge o diamante.

Vento frio, mas brando, agita as folhas
Das laranjeiras úmidas da chuva;
Erma de flores, curva a planta o colo,
E o chão recebe o pranto da viúva.

Gelo não cobre o dorso das montanhas,
Nem enche as folhas trêmulas a neve;
Galhardo moço, o inverno deste clima
Na verde palma a sua história escreve.

Pouco a pouco, dissipam-se no espaço
As névoas da manhã; já pelos montes
Vão subindo as que encheram todo o vale;
Já se vão descobrindo os horizontes.

Sobe de todo o pano; eis aparece
Da natureza o esplêndido cenário;
Tudo ali preparou co’os sábios olhos
A suprema ciência do empresário.

Canta a orquestra dos pássaros no mato
A sinfonia alpestre, — a voz serena
Acordo os ecos tímidos do vale;
E a divina comédia invade a cena.

Machado de Assis

SOLSTÍCIO










Na astronomia, solstício (do latim sol + sistere, que não se mexe) é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador.
No hemisfério norte o solstício de verão ocorre por volta do dia 21 de junho e o solstício de inverno por volta do dia 21 de dezembro. Estas datas marcam o início das respectivas estações do ano neste hemisfério. 
Já no hemisfério sul, o fenômeno é simétrico: o solstício de verão ocorre em dezembro e o solstício de inverno ocorre em junho.

                      Solar



                          Gal Costa

Venho do sol
A vida inteira no sol
Sou filha da terra do sol
Hoje escuro
O meu futuro é luz e calor
De um novo mundo eu sou 
E o mundo novo será mais claro
Mas é no velho que eu procuro
O jeito mais sábio de usar
A força que o sol me dá
Canto o que eu quero viver
É o sol
Somos crianças ao sol
A aprender e viver e sonhar
E o sonho é belo
Pois tudo ainda faremos
Nada está no lugar?
Tudo está por pensar
Tudo está por criar
Saí de casa para ver outro mundo, conheci 
Fiz mil amigos na cidade de lá
Amigo é o melhor lugar
Mas me lembrei do nosso inverno azul
Eu quero é viver o sol
É triste ter pouco sol 
É triste não ter o azul todo o dia
A nos alegrar
Nossa energia solar
Irá nos iluminar
O caminho

MANHÃ DE INVERNO

DIA 21 DE JUNHO INICIOU O INVERNO 




Coroada de névoas, surge a aurora 

Por detrás das montanhas do oriente; 

Vê-se um resto de sono e de preguiça, 

Nos olhos da fantástica indolente. 



Névoas enchem de um lado e de outro os morros 
Tristes como sinceras sepulturas, 
Essas que têm por simples ornamento 
Puras capelas, lágrimas mais puras. 




A custo rompe o sol; a custo invade 
O espaço todo branco; e a luz brilhante 
Fulge através do espesso nevoeiro, 
Como através de um véu fulge o diamante. 

Vento frio, mas brando, agita as folhas 
Das laranjeiras úmidas da chuva; 
Erma de flores, curva a planta o colo, 
E o chão recebe o pranto da viúva. 

Gelo não cobre o dorso das montanhas, 
Nem enche as folhas trêmulas a neve; 
Galhardo moço, o inverno deste clima 
Na verde palma a sua história escreve. 

Pouco a pouco, dissipam-se no espaço 
As névoas da manhã; já pelos montes 
Vão subindo as que encheram todo o vale; 
Já se vão descobrindo os horizontes. 

Sobe de todo o pano; eis aparece 
Da natureza o esplêndido cenário; 
Tudo ali preparou co’os sábios olhos 
A suprema ciência do empresário. 

Canta a orquestra dos pássaros no mato 
A sinfonia alpestre, — a voz serena 
Acordo os ecos tímidos do vale; 
E a divina comédia invade a cena. 

Machado de Assis - "Falenas"

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